EMPRESARIADO E DITADURA NO BRASIL

Pedro Henrique Pedreira Campos, Rafael Vaz da Motta Brandão e

 Renato Luís do Couto Neto e Lemos

(Organizadores)

Sobre o livro:… O livro que o leitor tem em mãos é resultado de uma agenda de pesquisa dedicada a examinar os principais beneficiários do regime ditatorial militar implantado no Brasil em 1964. É curioso que quando se anuncia o propósito de investigar os que enriqueceram naquele período muitos leitores busquem denúncias de enriquecimento ilícito e corrupção, e quase nunca a criação de fortunas como resultado da acumulação capitalista facilitada por um regime de exceção. Essa última dinâmica é o que interessa essa agenda sintetizada em Empresariado e ditadura no Brasil, que reúne um conjunto de trabalhos de investigação sobre as relações favoráveis à acumulação criadas por um regime que além de reprimir, prender e assassinar opositores políticos, implementou reformas no Estado brasileiro e uma arquitetura legislativa que garantiu altas taxas de lucratividade para o grande capital. Eis uma dimensão essencial sem a qual não é possível compreender como parte considerável do empresariado brasileiro não só apoiou aquele regime como patrocinou e se comprometeu com estratégias sanguinárias de combate à oposição, como foi o caso notório da Operação Bandeirantes em São Paulo, para ficar num exemplo. Sem situar esse ponto, pode-se cair em leituras psicologizantes, que pouco esclarecem a questão. Não que aqueles tempos não tenham sido de corrupção, como comumente apelam os assassinos da memória encastelados nos quartéis, nas redes sociais e no Planalto. Mas o assunto aqui são as estratégias com as quais os donos do dinheiro formaram fortunas faraônicas num ambiente de aumento exponencial das taxas de exploração da classe trabalhadora e na abertura de novas fronteiras para o capitalismo. Nesse sentido, o debate aqui apresentado destoa profundamente de tendências apologéticas que ganharam repercussão importante no campo de estudos sobre a última ditadura e que, por exemplo, buscaram reconstruir positivamente o período do chamado milagre econômico.  Demian Melo  Professor de História Contemporânea do bacharelado em Políticas Públicas da UFF.

link: http://www.consequenciaeditora.net.br/p-11225422-*EMPRESARIADO-E-DITADURA-NO-BRASIL–Pedro-Henrique-Pedreira-Campos,-Rafael-Vaz-da-Motta-Brandao-e–Renato-Luis-do-Couto-Neto-e-Lemos-(Organizadores)

TRABALHADORES E DITADURAS

Brasil, Espanha e Portugal

Autor: Marcelo Badaró Mattos e Rubén Vega 

SINOPSE:

Os golpes de Estado, as ditaduras que por eles foram implantadas e os processos denominados, quase sempre, “transição política” para os regimes democráticos que lhes sucederam vêm sendo estudados, na maioria das vezes, de forma delimitada pelas fronteiras nacionais dos países que viveram tais processos no século xx. Os artigos que compõem este livro quase sempre também procedem dessa forma, até porque o domínio das inúmeras variáveis históricas explicativas dos processos de mudanças dos regimes políticos já exige muito do pesquisador quando restringe seu foco de análise ao âmbito nacional. O livro, em seu conjunto, por outro lado, procura ultrapassar tais recortes, colocando em diálogo pesquisadores do Brasil, da Espanha e de Portugal. (…)Este livro nada contra a corrente, nesse sentido, por ter sido concebido tendo em conta a valorização do papel dos trabalhadores e dos conflitos sociais em que estavam envolvidos em todos esses processos e propondo análises que partem desse pressuposto.

link: http://www.consequenciaeditora.net.br/p-11031761-TRABALHADORES-E-DITADURAS.-Autor-Marcelo-Badaro-Mattos-e-Ruben-Vega

DITADURA, ANISTIA E TRANSIÇÃO POLÍTICA NO BRASIL (1964-1979)

Renato Luís do Couto Neto e Lemos (Autor)

SINOPSE: Ao enfrentar a história da luta pela anistia política desde 1964 e da forma através da qual a ditadura projetou e implementou a “sua” anistia em fins dos anos 1970, Renato Lemos apresenta uma totalidade relacional. A trajetória daqueles e daquelas que resistiram é indissociável da história da forma como a ditadura respondeu com brutalidade autocrática a essa resistência. Mas, também do processo através do qual a contrarrevolução preventiva logrou permanecer, mesmo após a mudança do regime, como lógica dirigente da dominação exercitada pela burguesia no território periférico e dependente em que se construiu o capitalismo no Brasil.

link: http://www.consequenciaeditora.net.br/p-11104044-DITADURA,-ANISTIA-E-TRANSICAO-POLITICA-NO-BRASIL.-Autor-Renato-Luis-do-Couto-Neto-e-Lemos

LIBERALIZAÇÃO E TUTELA MILITAR: O governo Geisel

Aloysio Castelo de Carvalho (Autor)

Sobre o livro:   O livro de Aloysio de Carvalho: Liberalização e tutela militar: o governo Geisel tem, como seu trunfo inicial, sua atualidade. A todo momento em que o leitor se embrenhar na sua deliciosa leitura terá a impressão de que, ao invés de estar lendo sobre o momento histórico descrito (o regime militar brasileiro de 1964-1985), acabou caindo nas nossas tenebrosas transações?. De repente ele está perdido em 2019. Isto é uma enorme contribuição do trabalho de Aloysio de Carvalho: queiramos ou não nos leva a refletir sobre o momento que vivenciamos.(…) Ainda temos a denúncia  uma vez estabelecido o Golpe de Estado que derrubou o presidente constitucionalmente eleito, João Goulart  das alianças não com as massas populares, e, sim, com o grande capital nacional e internacional e, para justificar sua iniquidade e traição, recorre à violência através de um espantoso e desnecessário aparato repressivo, o que é reconhecido pelos próprios militares. (…) Além de utilizar a preciosa documentação da ESG, o autor trabalha com jornais, preferencialmente o JB (Jornal do Brasil)  tradicional jornal brasileiro editado no Rio de Janeiro a partir de 1891. Estão presentes, também, no trabalho a angústia onipresente de setores militares em buscar a legitimação de um regime essencialmente ilegítimo. Para isso, apelam para um forte esquema legal criando leis que busquem justificar sua ilegalidade. (…)           Aloysio de Carvalho, também, penetra no difícil esquema dos órgãos de repressão ajudando a esclarecer papeis dos terríveis DOI-CODI, CENIMAR e CISA. Cumpre observar que o autor aponta o envolvimento direto da alta cúpula das forças armadas na repressão.     Este trabalho é significativo, também, por ajudar a enfatizar o papel da Justiça Militar durante o regime militar: todos os crimes considerados políticos, contra a Lei de Segurança Nacional não eram julgados como crimes comuns e entravam na alçada da Justiça Militar. Mas uma das excrecências do período de 1964 a 1985. O autor reserva para uma de suas fontes privilegiadas um papel desairoso justificando e defendendo a tortura no governo Médici. A designação de Ernesto Geisel para a Presidência da República apresentou desentendimentos que depois seriam acirrados, culminando na demissão de Sílvio Frota e na edição do Pacote de Abril em 1977. Do Prefácio da Profª Maria Aparecida de Aquino  Departamento de História da USP.

link: http://www.consequenciaeditora.net.br/p-11205521-LIBERALIZACAO-E-TUTELA-MILITAR-O-governo-Geisel.-Autor-Aloysio-Castelo-de-Carvalho

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s