Fonte: Associação Cultural José Martí do Rio de Janeiro, Casa de Amizade Brasil-Cuba

Movimentos de solidariedade com Cuba enviam carta aberta ao governo e ao povo estadunidense pelo fim do bloqueio à ilha

Publicado em: https://revistaintertelas.com/

Mensagem aberta dirigida ao Sr. Presidente Joseph Biden, ao Congresso e ao Povo dos Estados Unidos da América

Nós, homens e mulheres do continente americano, vozes dos movimentos nacionais de amizade e solidariedade com o povo irmão de Cuba, assim como de milhões de pessoas defensoras da vida, da paz, dos direitos humanos e das causas mais nobres da humanidade, saudamos fraternalmente o povo estadunidense, reiterando que o direito dos povos do mundo ao manejo soberano de seus recursos, exigem o mais estrito respeito as normas internacionais estabelecidos, para a convivência pacífica e ao bem-estar da humanidade. Exigimos a cessação imediata no ano de 2021 do Bloqueio genocida do Governo dos Estados Unidos contra o Povo de Cuba, que perdura há mais de 60 anos.

A interdependência acentuada entre os povos em um mundo globalizado exige a não agressão unilateral por parte de países econômica e militarmente mais poderosos contra outros povos para submetê-los com bloqueios, sanções e medidas coercitivas unilaterais, guerras de quarta geração, campanhas midiáticas, para obrigar sua soberania e recursos estratégicos ao serviço e controle de grandes corporações transnacionais; legado genocida do passado selvagem de impérios, metrópoles coloniais, feudais e escravistas. Hoje capitalistas neoliberais, cujas consequências insustentáveis marcam a asfixiante desigualdade responsável pelo saque, a pobreza absoluta, a miséria, a fome, a morte por doenças curáveis da grande maioria da população mundial.

“Bloqueio: o maior genocídio da história”. Crédito: divulgação.

Nós perguntamos: qual poderia ser o papel do povo e do governo estadunidense na profunda crise global das próximas décadas, depois do pesadelo amplificado nos últimos quatro anos, por um regime delinquente, que causou tanto sofrimento? O que tem significado, para os Estados Unidos e o resto da comunidade global? Hoje, em meio à devastação causada pela pandemia de Covid-19, é imperativo o levantamento da multifacetada guerra econômica, financeira e comercial contra o povo irmão de Cuba.

São seis décadas de horror, que apesar de seus diferentes e perversos refinamentos, não conseguiu dobrar a determinação inabalável dos cubanos. São seis décadas de horror que têm causado danos ao desenvolvimento de Cuba, perdas de vidas humanas por ações terroristas organizadas por grupos mercenários com base em Miami, como o ato terrorista contra o avião da Cubana de Aviación, em outubro de 1976, cujo genocida confesso, o terrorista Luis Posada Carriles, a serviço da Agência Central de Inteligência (CIA), nunca foi processado nos Estados Unidos. Os custos econômicos e os excessos de custo para o povo cubano em seis décadas ultrapassam US $ 90 bilhões, segundo cálculos do governo cubano.

O herói nacional de Cuba, José Martí, um dos pensadores mais brilhantes, da história da humanidade expressou no século 19, durante a guerra de Cuba contra o colonialismo espanhol: “Quem se levanta hoje por Cuba, levanta-se para todos os tempos”. Durante este ano, o trabalho profissional e eficaz das Brigadas Médicas Cubanas Henry Reeve levaram amor, esperança e saúde a mais de 40 países em todos os continentes, salvando centenas de vidas e iniciando campanhas preventivas exitosas, produto de seu alto desenvolvimento científico e um sistema de saúde avançado, apesar do contínuo recrudescimento do bloqueio e das sanções extraterritoriais contra terceiros países, que tentaram, em seu legítimo direito, estabelecer acordos comerciais com Cuba; alguns essenciais para a vida de homens, mulheres, crianças e idosos.

No plano internacional, há 27 anos, na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), cerca de 97% dos países, inclusive os tradicionalmente aliados da Casa Branca, votam massivamente pelo levantamento desta guerra injusta e desumana, verdadeira vergonha para a humanidade. Ano após ano, por quase três décadas (1992-2020), sucessivas resoluções da ONU, até então não cumpridas pelos Estados Unidos, tem isolado o governo estadunidense da comunidade internacional, ficando apenas com o indesejável apoio de Israel, dado o infame dossiê sobre sua ocupação genocida da Palestina.

Na primeira semana de fevereiro de 2021, o senador Ronald Wyden (D-Ore.), juntamente com seus colegas Patrick Leahy (D-Vt)Richard Durbin (D-Ill) e Jeff Merkley (D-Ore.), propuseram no Senado dos Estados Unidos, a Lei de Comércio entre os Estados Unidos e Cuba 2021, observando que “o Congresso tem uma obrigação moral e econômica para com o povo estadunidense de melhorar as relações entre os Estados Unidos e Cuba“; Em Bruxelas, o alto representante para a política exterior da União EuropeiaJoseph Borrell, instou o presidente dos Estados Unidos, Joseph Biden, a “eliminar o bloqueio econômico e comercial contra Cuba“. A Assembleia da União Africana composta pelos chefes de estado e de governo dos 55 países, em 7 de fevereiro de 2021, votou por unanimidade, tal como tem feito nos últimos 12 anos, a Resolução para a Cessação Imediata do Bloqueio, manifestando sua solidariedade e preocupação ao povo cubano, vítima desta prática criminosa em pleno século XXI.

O senador Ronald Wyden Crédito: Anna Moneymaker/Bloomberg

Portanto, o Movimento Continental Latino-Americano e Caribenho de Solidariedade com Cuba reclama ao governo dos Estados Unidos a anulação das leis Torricelli e Helms Burton, que retire imediatamente Cuba da lista de países patrocinadores do terrorismo e da “Lei do Comércio com o Inimigo”, que é renovável anualmente para sustentar o contínuo bloqueio genocida. Instamos a eliminação de todas e cada uma das leis e decretos que defendem o Bloqueio à Cuba, a fim de restabelecer relações políticas e comerciais legítimas, sem pressão ou ingerência, baseadas no respeito mútuo e nas leis internacionais para a convivência pacífica dos povos.

Da mesma forma, o Movimento Continental Latino-Americano e Caribenho de Solidariedade com Cuba reclama ao Senhor Presidente Biden que responda ao Governo de Cuba, a respeito dos autores materiais e intelectuais da agressão terrorista cometida contra a sede da embaixada em Washington DC, em 30 de Abril de 2020. Por fim, reiteramos Senhor Presidente, nosso total apoio à devolução do território ocupado ilegalmente pela Base Naval de Guantánamo, há mais de um século. Está em suas mãos, Senhor Presidente Biden, pôr fim a este cruel bloqueio de 60 anos, que enluta a história da humanidade.

NUNCA MAIS!
É O TEMPO DOS POVOS!!!
NÃO MAIS BLOQUEIOS NEM SANÇÕES UNILATERAIS CONTRA NENHUM POVO NO PLANETA.!!!
A SOLIDARIEDADE ENTRE OS POVOS!!!
Respeitosamente,

Movimento Continental Latino-Americano e Caribenho de Solidariedade com Cuba e os Movimentos de Solidariedade com Cuba na América Latina e no Caribe

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